domingo, 3 de fevereiro de 2008

É esfregar...



A coisa está mesmo preta: à excepção de um pequeníssimo grupo – uns escassos 10 por cento – que não deve fazer a mais pálida ideia de que coisa é essa do «país real», os portugueses andam chateados, pessimistas, desencantados, desiludidos, ralados, consumidos em preocupações. A conclusão consta do mais recente Eurobarómetro do Eurostat, que nos coloca na cauda da Europa a 27, a par dos húngaros, muito depois dos romenos, e a léguas de distância do primeiro lugar da Dinamarca. Estes resultados reportam-se ao Outono de 2007, ou seja, logo a seguir à «rentrée», pelo que não podem ser vistos como reflexo do agravamento da instabilidade económica que veio a registar-se no início deste ano. Esse facto é ainda mais significativo se tivermos em conta que a falta de confiança se agravou em relação a 2006, ano em que 88 por cento dos portugueses classificavam de má a situação económica e 91 por cento tinha idêntica posição em relação ao emprego.É verdade que, tirando Sócrates, Correia de Campos, Mário Lino ou Teixeira dos Santos, para citar os casos mais mediáticos, ninguém acredita que Portugal esteja em franco progresso, na senda do desenvolvimento, à beira do oásis. Não é por teimosia ou por espírito de contradição que se regista tal cepticismo, mas apenas e tão só porque o pessoal olha à volta e, por mais que se esforce, só vislumbra nuvens negras no horizonte nacional. Veja-se o caso dos espanhóis. Zapatero esteve aí, a anunciar projectos, unha com carne com Sócrates, mas na hora da verdade, zás, ficou a saber-se que as pensões mínimas de lá são o dobro das de cá e que o salário mínimo no país vizinho passou de 570,6 para 600 euros mensais este ano, podendo vir a ser de 800 euros se o actual primeiro-ministro vencer as eleições de Março. Não há quem aguente! E não é só dor de cotovelo, não, é que por cá não se cumprem promessas e agrava-se a desgraça. Foi o que sucedeu com o emprego, ou a falta dele, para o caso tanto faz, já que dos 150 000 prometidos não há novas nem mandadas, e o monstro continua a crescer, a crescer, oficialmente já vai perto dos oito por cento, pelo que não é de surpreender que 94 por cento dos portugueses considerem a situação do emprego má e 89 por cento não acreditem em melhorias económicas. Com tamanho pessimismo – ou deverá dizer-se realismo? – é natural que na lista das preocupações nacionais ocupem lugares cimeiros as preocupações com a inflação, a saúde, os impostos, justamente os sugadouros por onde se esvai o parco salário.Dizem os especialistas que o Governo «faz o seu papel» quando tenta transmitir optimismo ao portugueses. Será? Num barco a afundar não parece de bom tom fazer a promoção de sais de banho, que é o que Sócrates e o seu governo fazem quando insistem e persistem na política que está a deixar os portugueses na miséria, sem trabalho, sem saúde, sem direitos. Pela amostra, nem para papel de embrulho servem, quanto mais para acalentar a esperança. Correia de Campos e Pires de Lima já foram. Se fosse medido hoje, o pessimismo dos portugueses era bem capaz de estar mais comedido. Parafraseando o grande Eça, «Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa». (Avante 31-01-2008, Anabela Fino)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

APELO AOS POVOENSES

NÃO AO ENCERRAMENTO DAS URGÊNCIAS

Os Munícipes da Póvoa de Lanhoso têm vindo a ser confrontados com notícias que denunciam os protocolos existentes entre a ARS e a Santa Casa da Misericórdia e que apontam para um rápido e iminente encerramento das Urgências Nocturnas e de Fins-de-semana no Concelho.

Sendo a vontade expressa deste Governo PS, levar por diante a sua nefasta política de encerramento e destruição dos serviços públicos, cabe-nos a nós Povoenses defender intransigentemente o que é nosso por direito!
Só com a LUTA conseguiremos os nossos propósitos!

No sentido de alertar para as consequências negativas desta medida e para conhecer quais as motivações e planos do Ministério da Saúde, o PCP já apresentou na Assembleia da Republica, através do Deputado Agostinho Lopes um requerimento.

Este requerimento, ainda sem resposta, não é por si só uma Solução, mas pode obrigar o Governo a responder às preocupações da população e nomeadamente dos utentes do SAP




“OS MONSTROS DOS ENCERRAMENTOS”
DIZEM-NOS:
“Nenhum serviço será descontinuado sem qualificadas soluções alternativas que visem manter ou melhorar a qualidade dos serviços de saúde”


NÃO SE PERCEBE!-TANTA MENTIRA JÁ É DEMAIS!
BASTA!!!!!!!!!


O PCP DEFENDE INCONDICIONALMENTE O NÃO ENCERRAMENTO DOS SERVIÇOS DE URGÊNCIAS NA PÓVOA DE LANHOSO E COLABORARÁ ACTIVAMENTE NA LUTA PELA SUA MANUTENÇÃO E MELHORIA.


ESPERA-SE UMA TOMADA DE POSIÇÃO IDÊNTICA POR PARTE DAS OUTRAS FORÇAS POLÍTICAS COM REPRESENTAÇÃO E RESPONSABILIDADES NO CONCELHO


TODOS TÊM DIREITO À PROTECÇÃO DA SAÚDE E O DEVER DE A DEFENDER E PROMOVER (art. 64º da Constituição da república)

DEIXE AQUI O SEU DESABAFO EM RELAÇÃO A ESTE ASSUNTO.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

84ºANIVERSÁRIO DA MORTE DE LENINE

Vladímir Ilitch Lenin (russo: Владимир Ильич Ленин), nome original Vladímir Ilitch Uliânov (russo: Владимир Ильич Ульянов) (10 de abril/22 de abril de 1870, Simbirsk hoje: Ulyanovsk - 21 de janeiro de 1924, Gorki próximo de Moscou) foi um revolucionário russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917.(wikipédia)
Após 84 anos da sua morte , baseando-nos no seu legado ,a construção de uma sociedade Socialista em portugal é objectivo primordial de todos os comunistas.
Sociedade essa que forçosamente compreenda:
-A abolição da exploração do homem pelo homem com a criação de uma sociedade sem classes antagónicas inspirada por valores humanistas.
-Uma Democracia compreendida na complementaridade das suas vertentes económica,social,política e cultural.
-A intervenção permanente e criadora das massas populares em todos os aspectos da vida nacional
-A elevação constante do bem estar material e espiritual dos trabalhadores e do povo em geral.
-O desaparecimento das descriminações,desigualdades,injustiças e flagelos sociais.
-A concretização na vida da igualdade de direitos do homem e da mulher e a inserção da juventude na vida do país,como força social dinâmica e criativa.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

MAIS UMA PROMESSA "RASGADA"




O GOVERNO AFINAL ATIRA REFORMADOS PARA A MISÉRIA



Os aumentos das reformas e pensões,são mais um "embuste"que o governo do PS cometeu em relação ás promessas eleitorais que fez aos reformados e pensionistas e é mais um "crime" de "lesa pobres".De facto,não só o valor dos aumentos é mais baixo do que a inflacção verificada em 2007 (2,4%?)como não incluiu nas reformas de Dezembro e respectivo subsídio de Natal os aumentos que anunciaram e que começarão a pagar neste mês de Janeiro.Mas o mais caricato é que Sócrates pretendia pagar os retroactivos em 12 meses,nem o fascista do Salazar fez isto durante a ditadura(situação que entretanto e devido a forte contestação levou o governo mais uma vêz a "voltar atrás") ,juntando ao aumento o valor irrisório de 68 cêntimos que vai tocar a milhares de reformados,que realmente dá para "risos esfusiantes de revolta".Hipócritamente o PSD e CDS/PP,vieram a correr para os telejornais para contestar a medida e condenar o PS,deixando "lágrimas de crocodilo para os pobrezinhos".Mas esqueceram-se de dizer que votaram contra uma proposta do PCP que propunha para integrar no OE de 2008,os seguintes aumentos: - 4 por cento,para a pensão social e dos agrícolas e para as reformas com valor igual ou inferior a 611 euros;- 3 por cento,para pensões inferiores ou iguais a 2.444 euros; - 2,5 por cento,para pensões e valor superior a 2.444 euros.Convém recordar que o OE para 208 prevê que a Segurança Social obtenta um excedente de 697 milhões de euros,o que de facto possibilitaria outras opções políticas,com vistas a melhorar o poder de compra e as condições de vida dos reformados.Esta é mais uma punição eleitoral do PS contra os reformados e pensionistas e mais uma "mentira de campanha eleitoral" como tantas outras que prometeu.O PS é um partido sem palavra,sem ética e irresponsável e naturalmente que vai levar "porrada" até "dar com um pau",mas a vida é assim e a luta vai continuar até onde se puder(...)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A COUTADA

A COUTADA





O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, reclamou alto e bom-som a partilha de lugares entre o PS e o PSD nas novas administrações da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do BCP, chegando ao desplante de justificar a coisa com «a tradição» da partilha da presidência da CGD e do Banco de Portugal entre os dois «partidos de Governo». Rui Gomes da Silva, famoso homem de mão de Santana Lopes e agora vice-presidente do PSD, ajuntou em conferência de imprensa que tal partilha «é a regra que sempre existiu», sem sequer reparar que tal ilegalidade jamais foi mencionada por qualquer dos dois partidos que a «inventaram» e dela têm beneficiado.O PS fingiu que se escandalizava, com o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, a considerar «indecorosa» a proposta do líder do PSD por andar «a meter cunhas para nomear os seus amigos do PSD», enquanto horas depois o PS realizava pressurosamente a indecorosidade, nomeando para a presidência da CGD Faria de Oliveira, alto dignitário do PSD e ex-ministro de Cavaco Silva o que, aliás, propiciou a Rui Gomes da Silva a farronca de ter «obrigado o PS a ceder».Quando o Governo de José Sócrates gizou esta saída para o interminável escândalo do BCP (transferência de Santos Ferreira, alto quadro do PS, da presidência da CGD para a presidência do BCP, ao mesmo tempo que se interditava a anterior administração do BCP a recandidatar-se ao cargo), houve algum burburinho na imprensa e entre os comentadores do costume protestando contra a «governamentalização» em curso nos dois maiores bancos portugueses, dirigidos em sucessão por um quadro do PS.Tal indignação, apesar de flagrantemente apologista da liberalização e da «economia de mercado» sacralizada por toda esta gente, não contagiou Luís Filipe Menezes: o actual líder do PSD preferiu avaliar o bolo e exigir publicamente o seu quinhão. E fê-lo tão cruamente, que o ministro da Presidência não resistiu a chamar-lhe «indecoroso». Está bem de ver que este arroubo de Pedro Silva Pereira não passava de fogo de vista: horas depois o PS cedia a Menezes pondo na CGD um homem do PSD, enquanto tratava, igualmente, de transferir para o BCP, como vice-presidente de Santos Ferreira, o extraordinário quadro do PS Armando Vara, que de obscuro funcionário bancário há umas décadas atrás se alcandoraria, nos últimos anos, a administrador da CGD e agora do BCP, tudo porque é um amigo do peito de José Sócrates e um diligente correligionário de António Guterres que, de resto, o integrou nos seus Governos, apesar de não se lhe conhecer qualquer competência profissional ou sequer académica de relevo. Provavelmente, agora até já será «doutor». Como se viu com a licenciatura de Sócrates, tirar cursos não é problema na nova direcção do PS.Entretanto, ninguém fala na entrada em força do PS de Sócrates no mundo da banca e dos negócios, disputando ao PSD esse «território de promiscuidade» da coisa pública e dos grandes interesses privados onde os dirigentes de ambos os partidos, agora também aqui «em paridade», vão paulatinamente circulando entre governos e conselhos de administração públicos e privados, instalando-se em ricas vidas pessoais e alastrando, como um polvo, no controle político do País, que fatiam e repartem entre si como se vivessem numa coutada. E foi isso mesmo que Filipe Menezes verbalizou: que o País era uma coutada ao dispor do PSD e do PS.