
Amanhã, os trabalhadores, respondendo ao apelo da sua central sindical de classe – a CGTP-IN – virão para a rua numa mais do que previsível grandiosa manifestação de massas: muitos e muitos milhares de homens, mulheres e jovens desfilarão pelas ruas de Lisboa, vindos de todo o País, com a consciência de que estão a utilizar uma das sua armas fundamentais e que esse é o caminho adequado para, na situação actual, defenderem os seus interesses imediatos e afirmarem a exigência da necessária mudança de rumo na política nacional.Fá-lo-ão conscientes de que têm do seu lado uma outra poderosa arma - a Constituição da República Portuguesa - na qual estão consagrados os seus direitos e interesses fundamentais e as reivindicações essenciais da sua luta.Fá-lo-ão conscientes, também, de que, nos dias, nas semanas, nos meses que aí vêm, a sua luta tem que prosseguir, ampliar-se e fortalecer-se: pelo direito ao trabalho com direitos e contra o desemprego que atinge um número crescente de trabalhadores; contra essa brutal violação dos direitos humanos que é a precariedade; contra o lay-off abusivo que impõe a redução da produção ao sabor dos interesses do grande patronato; contra a destruição e a deslocalização de empresas; por melhores salários e contra os salários em atraso; pela melhoria das pensões de reforma; pela revogação do antidemocrático Código do Trabalho – enfim, contra todos os malefícios gerados pela política de direita e pelo cumprimento de todos os direitos a que têm direito.
Fá-lo-ão conscientes, ainda, de que, lutando por tais objectivos, é também pela democracia que se batem: por uma democracia económica, política, social e cultural que, ao contrário da democracia burguesa hoje dominante – ao serviço exclusivo dos interesses do grande capital - tenha como primeira e permanente preocupação a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.


