São agências de notação de risco, ou seja, são contratadas pelas instituições financeiras para avaliarem o risco de outra empresa, país ou município acerca de sua capacidade de amortização de dívida. Estabelecendo dessa forma o spread a aplicar no financiamento.
Ou seja, apesar da euribor, a taxa de referência na europa, determinada pela taxa média dos 57 maiores bancos europeus, o spread a aplicar aos financiamentos têm em conta as notações dadas por estas agências classificadoras de avaliação de risco.
As principais são: Fitch Ratings, Moody’s e a Standard & Poor’s.
A grande questão é que um país não é uma empresa. Um país em teoria não vai à falência, mesmo que nas suas contas do deve e haver sejam desequilibradas, existem mecanismos de alguma complexidade que não permitem uma espécie de liquidação, como de uma empresa se tratasse.
Logo calcular ratings a estados-nações não tem muito sentido.
Por princípio está errado, no mercado concorrencial e aberto em que vivemos, esta pratica é brutalmente descriminatória. Por exemplo uma empresa que dê lucros e bem gerida, que cumpre a tempo e horas as suas obrigações a trabalhadores, fornecedores e ao estado onde tem a sua sede social, pode ter o azar de o seu estado estar com uma notação de risco baixa e daí pagar mais caro pelo seu financiamento. Ao invés de outras empresas, que podem até ser mal geridas, mas por terem residência num país com melhor classificação de risco, acederem a crédito mais barato.
Estas agências na europa colocaram um rótulo à franja de países com potencial mais incumpridor.
PIGS, designação em inglês para; Portugal, Ireland, Greece and Spain. Estes países são colocados no mesmo saco. E o agravamento das condições de um colam directamente aos outros.
Sendo a Grécia o pior, e com uma dívida pública monstruosa, à sua escala bem entendido, não se coibiu de realizar em 2004 os Jogos Olímpicos – Atenas 2004. Mais, desde dos anos 80 a Goldman Sachs (grande instituição financeira norte-americana) “ajudou” os sucessivos governos gregos a mascarar a sua dívida pública com o recurso a engenharias financeiras complexas.
Os governos destes países elaboram PEC’s (verdadeiros pack’s dos horrores) muito contorcidos para agradar a estas agências, indo buscar recursos às partes mais fáceis e mais fracas.
Primeiro nas áreas sociais e depois descriminalizando fiscalmente os que podem fugir às contribuições.
No caso português, o governo elaborou um PEC que para tal contratou uma empresa de consultoria privada. O PEC foi desenhado em primeira instância para as agências de rating, depois em segunda instância para os portugueses e para estes últimos fortemente penalizador.
Não há dinheiro e há que poupar! Diz o governo.
Há que gerir criteriosamente os recursos financeiros!
Diz este governo que gastou cerca de 600 milhões de euros em consultorias privadas. Ou mil milhões de euros nos governos PSD/CDS na construção de dois submarinos, que estão quase prontos a sair dos estaleiros alemães para estudarem a vida marítima dos golfinhos e baleias da costa portuguesa.
Há que conter os subsídios de desemprego, mas ao mesmo tempo, pagam-se dos melhores ordenados a nível europeu, aos gestores das empresas públicas, mesmo que mal geridas, mesmo que sob a alçada da justiça.
Em resumo e como resultado das notações destas agências o crédito fica mais caro e como os bancos não são instituições de caridade, transportam esse encarecimento para a economia.
Tendo os PIGS que viver com estes verdadeiros terramotos.
Sem esquecer a fiabilidade destas agências e como exemplo no ano passado a Standard & Poor’s após ter classificado a Islândia com o rating mais elevado AAA+, dois dias depois o governo islandês anuncia ao mundo a sua falência.
Falta aos jovenzinhos dessas agências, o estudo de sociologia, filosofia e política, nos seus brilhantes currículos académicos.
Por isso e com todo o respeito, seriedade e credibilidade, é lhes dedicado este vídeo musical.
(CHEIRA-ME A REVOLUÇÃO)
UMA JANELA COM VISTA PARA A VILA DA PÓVOA E PARA A VIDA COLECTIVA DOS POVOENSES!
segunda-feira, 22 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
PSD – O Congresso «faz de conta»
O PSD fez o seu 32.º Congresso - o 33.º é daqui a um mês(!) - foi um «faz de conta» para decidir coisa nenhuma. Para além das questões estatutárias, também elas um «faz de conta» (mas que importa reter), foi a encenação dos diversos comícios do «combate dos chefes» pela liderança, que se vai «jogar nas primárias» do fim do mês. Resumindo - sound bytes e mercado de clientelas, barões e interesses.
No Congresso houve um «faz de conta» do «debate de ideias» suscitado na convocatória. Nada de substancial na resposta às grandes questões económicas e sociais ou da qualidade da democracia; no fundo, a real impossibilidade do PSD fazer propostas diversas das medidas do Governo PS e a evidência da «convergência estratégica» dos partidos das políticas de direita na desgraçada situação do país e nas orientações dos grandes interesses e da concentração da riqueza.
Discutiu-se o «timing da chegada ao poder» e foi nesse quadro que se colocou o «problema central» deste Congresso o da imagem/mensagem do próximo «líder» - qual dos putativos candidatos melhor «faz de conta» que está em condições de conduzir o PSD ao governo?
Os candidatos alinharam os seus «faz de conta» – «intransigência negocial», ou «consenso de mediação presidencial» com Sócrates? Mais ou menos foguetório mediático na inevitável aprovação do PEC, conforme encomenda das agências formais (BCE, OCDE) e informais (de rating) do capital financeiro internacional? Continuar a «oposição» ao PS/Sócrates nas questões da «face oculta» e do «assalto à TVI», para esconder o acordo no essencial, ou, uma vez conseguida a aprovação do OE e do PEC por esta direcção do PSD, jogar a cartada populista contra os seus efeitos, com a exigência de acelerar a exploração e o saque do que resta da riqueza e soberania nacional?
Os grandes interesses e o PR Cavaco Silva já clarificaram a agenda – fazer andar as políticas de direita e tratar das presidenciais, sem sobressaltos -, e a matéria foi explicada ao Congresso. Não sobrou muito espaço para o «faz de conta» duma «janela de oportunidade» eleitoral para o PSD chegar ao governo, e ao respectivo banquete clientelar, antes do Verão de 2011.
Este Congresso do PSD foi um irremediável «faz de conta», à espera que o capital um dia decida que o PS secou, para então assumir o turno no governo da continuidade da política de direita.
Mas … «cuidado que pode o povo querer um mundo novo a sério»!
No Congresso houve um «faz de conta» do «debate de ideias» suscitado na convocatória. Nada de substancial na resposta às grandes questões económicas e sociais ou da qualidade da democracia; no fundo, a real impossibilidade do PSD fazer propostas diversas das medidas do Governo PS e a evidência da «convergência estratégica» dos partidos das políticas de direita na desgraçada situação do país e nas orientações dos grandes interesses e da concentração da riqueza.
Discutiu-se o «timing da chegada ao poder» e foi nesse quadro que se colocou o «problema central» deste Congresso o da imagem/mensagem do próximo «líder» - qual dos putativos candidatos melhor «faz de conta» que está em condições de conduzir o PSD ao governo?
Os candidatos alinharam os seus «faz de conta» – «intransigência negocial», ou «consenso de mediação presidencial» com Sócrates? Mais ou menos foguetório mediático na inevitável aprovação do PEC, conforme encomenda das agências formais (BCE, OCDE) e informais (de rating) do capital financeiro internacional? Continuar a «oposição» ao PS/Sócrates nas questões da «face oculta» e do «assalto à TVI», para esconder o acordo no essencial, ou, uma vez conseguida a aprovação do OE e do PEC por esta direcção do PSD, jogar a cartada populista contra os seus efeitos, com a exigência de acelerar a exploração e o saque do que resta da riqueza e soberania nacional?
Os grandes interesses e o PR Cavaco Silva já clarificaram a agenda – fazer andar as políticas de direita e tratar das presidenciais, sem sobressaltos -, e a matéria foi explicada ao Congresso. Não sobrou muito espaço para o «faz de conta» duma «janela de oportunidade» eleitoral para o PSD chegar ao governo, e ao respectivo banquete clientelar, antes do Verão de 2011.
Este Congresso do PSD foi um irremediável «faz de conta», à espera que o capital um dia decida que o PS secou, para então assumir o turno no governo da continuidade da política de direita.
Mas … «cuidado que pode o povo querer um mundo novo a sério»!
quarta-feira, 10 de março de 2010
AS MESMAS RECEITAS...OS MESMOS RESULTADOS
Como afirmou Jerónimo de Sousa, este Plano de Estabilização e Crescimento vai trazer mais instabilidade e retrocesso.
"Ninguém acredita que no espaço de três anos, que até 2013, seja possível reduzir o défice das contas públicas para três por cento. Não há nem lógica, nem racionalidade, nem possibilidade, num quadro em que se respeite minimamente os interesses de quem trabalha, de quem vive da sua reforma, quem vive do seu pequeno negócio, não há possibilidades objectivas e reais para uma redução tão drástica"
http://tsf.sapo.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1514160
O governo pretende aplicar a mesma política do(s) governo(s) anterior(es): mais privatizações (TAP, CTT, EDP, GALP, REN, Companhias de Seguros da CGD, etc.) e mais sacrifícios para os trabalhadores e o povo, com uma ou outra medida pontual para disfarçar.
EM SUMA
"Ninguém acredita que no espaço de três anos, que até 2013, seja possível reduzir o défice das contas públicas para três por cento. Não há nem lógica, nem racionalidade, nem possibilidade, num quadro em que se respeite minimamente os interesses de quem trabalha, de quem vive da sua reforma, quem vive do seu pequeno negócio, não há possibilidades objectivas e reais para uma redução tão drástica"
http://tsf.sapo.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1514160
O governo pretende aplicar a mesma política do(s) governo(s) anterior(es): mais privatizações (TAP, CTT, EDP, GALP, REN, Companhias de Seguros da CGD, etc.) e mais sacrifícios para os trabalhadores e o povo, com uma ou outra medida pontual para disfarçar.
EM SUMA
segunda-feira, 8 de março de 2010
8 de MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Foi em 1857, em Nova York, que as costureiras, operárias do têxtil em luta, fizeram greve contra um horário de trabalho de 16 horas e a enorme discriminação salarial, luta que foi violentamente reprimida. E foi em 1910 que Clara Zetkin propôs que este dia 8 de Março passasse a ser o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, efeméride que acabou por ser também adoptada, em 1977, pela ONU, como Dia das Nações Unidas pelos Direitos das Mulheres e pela Paz Internacional.
sábado, 6 de março de 2010
89 ANOS DE HISTÓRIA E LUTAS
89 anos de luta, toda uma vida inteiramente dedicada às grandes causas dos trabalhadores: aos valores da liberdade, da democracia, da justiça social e da Paz!
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