sábado, 3 de maio de 2008

MOÇÃO DE CENSURA AO GOVERNO PS


São muitas as razões que justificam a apresentação neste momento de uma moção de censura ao Governo e à política do PS e de José Sócrates.
Nos últimos três anos, prosseguindo e acentuando orientações anteriores, a política do Governo PS foi uma política de empobrecimento, de injustiça e de desigualdade. Uma política de claro benefício dos grandes interesses e de pesados sacrifícios para a generalidade da população. Uma sucessão de promessas não cumpridas !
A apresentação pelo Governo de um conjunto de propostas de alteração do Código de Trabalho, em articulação com a alteração da legislação laboral na Administração Pública, tornou imprescindível a apresentação de uma moção de censura que agora anunciamos.
As propostas apresentadas, envolvidas numa mistificadora operação de propaganda, constituem um ataque frontal aos direitos dos trabalhadores uma formal declaração de guerra aos trabalhadores portugueses e, a não ser derrotada, uma profunda regressão social.
Trata-se de facilitar os despedimentos individuais, tornando precários todos os trabalhadores e aumentando a fragilidade dos que já o são. Trata-se e de desregulamentar ainda mais o horário de trabalho colocando a arbitrariedade patronal a decidir.
Trata-se de promover a redução dos salários e das remunerações.
Trata-se de manter a eliminação do princípio do tratamento mais favorável, aumentando as armas do patronato para a compressão de direitos laborais.
Trata-se de tentar liquidar a contratação colectiva pela caducidade, questionando direitos conquistados durante anos.
Trata-se de a pretexto de combater a precariedade conduzir à sua legitimação e legalização.
Trata-se de comprometer a compatibilização entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar, de dificultar o apoio aos filhos ao longo da sua vida de crianças e jovens, como se este apoio só fosse necessário até aos 9 meses de idade.
Trata-se de fragilizar e enfraquecer a organização sindical deixando campo livre aos patrões.
Trata-se de fazer o contrário do que o PS prometeu na oposição e aprofundar o caminho iniciado por Bagão Félix e pelo Governo PSD/CDS-PP.
E se estas razões, justificam por si só uma fortíssima resposta política e social e uma não menos forte censura, existem muitas outras razões que para o PCP tornam obrigatória e incontornável esta moção de censura.
Ao longo destes três anos os salários da generalidade dos trabalhadores diminuíram, com destaque para os da administração pública. As pensões e reformas mantiveram-se a um nível inaceitavelmente baixo, sendo que em vários momentos sofreram diminuições reais face ao valor da inflação.
Os jovens vêm a sua situação agravada e o futuro cheio de incertezas com os baixos salários, a precariedade dos vínculos de trabalho (contratos a prazo, recibos verdes, trabalho temporário, bolsas de investigação e estágios) que comprometem a organização e estabilidade de vida, dificultam o acesso à habitação e ameaçam os direitos laborais.
Ao mesmo tempo que os lucros da banca e dos grandes grupos económicos aumentaram sistematicamente.
Nestes três anos aumentaram os impostos directos e indirectos para os trabalhadores e até para os reformados, enquanto se mantiveram amplos benefícios fiscais para os sectores financeiros e escandalosas possibilidades de planeamento fiscal para os grandes grupos económicos em geral.
Ao mesmo tempo diminuíram os impostos pagos pelo sector financeiro, mesmo com o aumento dos lucros.
Mantém-se um modelo de desenvolvimento assente em baixos salários e na exploração dos trabalhadores, que se traduz igualmente no abandono do sector produtivo nacional.
Os preços dos bens e serviços essenciais aumentaram.
O Governo determinou o encerramento de milhares de serviços públicos por todo o país
A Administração Pública e os seus trabalhadores foram um alvo preferencial das políticas do Governo, visando a degradação dos direitos, do acesso e da qualidade do serviço prestado e abrindo caminho à sua submissão a interesses privados ou partidários.
A saúde está mais distante das populações e cada vez mais cara. Enquanto o Serviço Nacional de Saúde é sistematicamente sujeito a restrições financeiras e à escassez de profissionais, o sector privado floresce à custa do erário público e da redução da resposta dos serviços públicos.
A escola pública está sujeita a um ataque cerrado, com a falta de meios, a penalização dos professores e dos restantes profissionais a fragilização dos direitos dos estudantes e a degradação geral das condições de ensino e aprendizagem.
O ensino superior é crescentemente subordinado a orientações mercantis e elitistas, afastando-se dos objectivos de formação e desenvolvimento que o deveriam marcar.
A política científica acentua a subordinação a interesses externos em lugar dos interesses nacionais, transferindo crescentes recursos para instituições estrangeiras, enquanto as nacionais definham sem financiamento ou pessoal científico suficientes
O Estado está cada vez mais refém dos grandes interesses económicos. A dança de ministros e outros responsáveis entre funções no Estado e nos grupos económicos agrava-se.
A soberania nacional cede em favor dos ditames da União Europeia ou da NATO.
Estamos conscientes da composição actual da Assembleia da República. Sabemos que a apresentação de uma moção de censura é uma iniciativa parlamentar que não pode nem deve ser banalizada. Mas a situação para a qual a política do Governo tem arrastado o País torna imperativa a apresentação da Moção de Censura. Não é possível ignorar nem a gravíssima situação política, económica e social que o país vive, nem a ofensiva do Governo contra os direitos e a dignidade dos trabalhadores e da generalidade da população.Com esta Moção de Censura queremos dar expressão a uma firme condenação de políticas contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo.
Com esta Moção de Censura queremos dar expressão à vasta frente de luta, protesto ao descontentamento à angústia e revolta sentidos por centenas de milhar de portugueses.
Com esta Moção de Censura queremos afirmar a exigência de ruptura com a política de direita e um rumo diferente para um País mais justo!
Estamos certos de que esta moção de censura corresponde ao mais profundo sentimento da maioria do povo português.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

34º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

APELO ÀS CIDADÃS E CIDADÃOS
O 25 de Abril de 1974 foi um renascimento na nossa História
Depois da fome,da guerra,da prisão,tortura e censura num longo e doloroso meio século,vimos os cravos da Liberdade e da Democracia ser plantados nas ruas e praças de Portugal.
A esperança de um novo futuro de progresso social e cultural,com desenvolvimento e justiça social,direitos indivíduais e colectivos cada vez mais amplos fez transbordar a alegria colectiva de milhões de portugueses pelos dias de Maio.
34 anos volvidos,firmados no muito que inquestionavelmente avançou,sentimos generalizar-se um sentimento de que as promessas de Abril e o projecto democrático inscrito na constituição estão a ser adiados e postos em causa.
Constituem sinais desse mal estar que não pode deixar de nos preocupar,o fosso social que se alarga entre portugueses,dois milhões dos quais na situação de pobreza,uma juventude sem expectativas de emprego,o declínio da participação civica e o aumento da desconfiança na justiça.Não podemos ignorar o grito e protesto legítimo de muitos portugueses inquietados pelo pão e o trabalho,a habitação,a saúde e a educação.
preocupam-nos os afloramentos e desvios autoritários,as ocorrências inaceitáveis em que o exercício de direitos e liberdades fundamentais é vigiado,senão restringido,corroendo a vida política,social e económica e enfraquecendo a Democracia.
Comemorar Abril continua a ser a Festa da esperança renascida em Portugal com a revolução dos Cravos.
Mas deve ser igualmente a reflexão democrática,serena,exigente e criadora sobre os caminhos percorridos.

Dirgimos este Apelo às cidadãs e cidadãos do Distrito de Braga para que se associem e participem na Festa de 24 e no Desfile do dia 25 de Abril em Braga

quinta-feira, 10 de abril de 2008

TODOS À RUA


Na sequência da agudização da luta de classes no nosso País, o ano de 2007, terminou com a luta de massas num ponto muito alto. A grandiosa manifestação de 18 de Outubro foi o resultado natural desse notável ascenso da luta dos trabalhadores portugueses.Estamos no início de 2008 e os trabalhadores e as populações já foram obrigados a responder com grandes acções de luta contra a ofensiva do Governo que manteve e agravou ainda mais as já difíceis condições de vida da grande maioria do povo português. Mas, ao mesmo tempo, alargou substancialmente as fortunas de uma minoria parasitária de capitalistas que, à custa de isenções fiscais, subsídios do orçamento do estado, tráfico de influências e sobretudo à custa da exploração daqueles que têm como única riqueza a sua força de trabalho, vêm todos os dias a sua riqueza a aumentar. E por isso batem palmas de apoio ao governo do PS enquanto esperam mais umas prendas, que chegarão com as alterações ao Código do Trabalho. Não aquelas que o PS prometeu aos trabalhadores para lhes caçar o voto, mas sim aquelas que vão ao encontro dos interesses de classe do grande capital. Melhores condições para despedir, redução de salários, retirada de direitos, ataque à organização sindical dentro da empresa, entre outras malfeitorias. Entretanto, o povo português está já a sentir os efeitos do aumento do custo de vida, muito superior ao dos salários e das reformas, as consequências do encerramento de serviços públicos nomeadamente na área da saúde. O desemprego continua a aumentar e as multinacionais mais uma vez vão levantar a tenda, rumo a outras paragens, onde a exploração pode ser ainda mais intensa, onde terão acesso a novos e chorudos subsídios e por isso mesmo, a lucros ainda maiores. E como acontece no nosso País, aí de novo farão chantagem com os trabalhadores. Ou aceitam a intensificação dos ritmos de trabalho, a perda de regalias e direitos e salários de miséria, ou ficam sem o posto de trabalho e sem o pão, ameaçando com novo levantar da tenda. Como sempre, deixam atrás de si um rasto de miséria e infelicidade para milhares de assalariados e suas famílias. As próximas vítimas, tudo indica, serão mais cerca de mil trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor e da Yazaki em Vila Nova de Gaia, a juntar aos mais de 600 mil, o maior nível de desemprego desde o 25 de Abril.


Um passo para a alternativa


O Governo, como sempre, ao serviço dos interesses de classe do grande capital vem dizer que nada pode fazer. Porque não quer, acrescentamos nós! E por isso, enquanto o capital apoia a politica do Governo, os trabalhadores e as populações lutam contra ela - foram os professores, os trabalhadores da administração local e central, dos correios, os ferroviários, os jovens assalariados, os reformados e tantos outros que, neste início do ano, já estiveram envolvidos em acções de luta e protesto, contra a política de direita do Governo PS. No dia 5 de Abril, milhares de pessoas, saíram à rua em defesa do Serviço Nacional de Saúde e contra o encerramento de serviços e a lutar pela construção de outros. Em todo este largo e intenso caudal de luta e protesto, neste início de ano de 2008, estiveram presente o apoio e empenhamento do nosso Partido, sempre ao lado dos trabalhadores e do povo, na defesa dos seus interesses e propostas. Mas a luta está em crescendo e a CGTP-IN convocou uma jornada nacional de luta a realizar nos dias 16 de Abril, no Porto, e 17, em Lisboa, para fazer recuar o Governo na tentativa de alterar para pior o Código de Trabalho e o nosso Partido apoia esta acção de luta. Por isso mesmo, a tarefa de cada organismo e cada militante comunista, no local de trabalho e de residência, em casa, em todo lado onde se proporcione é, mobilizar, convencer e ajudar a entender a importância da luta para travar a ofensiva do Governo e para alterar a situação politica a favor da grande maioria do povo. Sair à rua e participar nos dias 16 e 17 na acção da CGTP-IN, é um valioso contributo e um passo em frente na direcção certa a caminho da alternativa politica, que a luta de massas vai acabar por impor, a bem do povo e do País.

sábado, 29 de março de 2008

AINDA A QUESTÃO DAS URGÊNCIAS


De Norte a Sul do país e não apenas nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos, a luta contra os constrangimentos que têm vindo a ser criados aos portugueses no acesso aos serviços públicos de saúde atingiu níveis de organização e participação nunca antes verificados.Anadia, Seixal, Vale de Cambra, Espinho, Vendas Novas, Odivelas, Mirandela, Alijó, Vila Real de S. António são,entre muitas outras, cidades, vilas e aldeias de que os portugueses se habituaram a ouvir falar mais assiduamente na comunicação social, em grande medida devido aos problemas com que as populações são confrontadas no plano da saúde – alguns resultaram em tragédia –, mas também devido à luta das populações contra o encerramento de serviços públicos de saúde e do acesso aos cuidados de saúde.

Chega agora a vêz da Póvoa de Lanhoso ser notícia com o anunciado encerramento das suas urgências nocturna e de fins de semana ,feriados e tolerâncias
.
Sobejamente conhecido da população povoense,a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso tem um protocolo assinado com a ARS Norte, que até á data assegura o período de urgências nocturno e de fins de semana(feriados e tolerâncias),estando este ultímo com os dias contados.

Como tem sido noticiado,a SCMPL ,afim de encontrar uma solução para este tão delicado assunto,reuniu por diversas vêzes com representantes dos partidos políticos,onde naturalmente está incluido o PCP que desde o início destas reuniões vincou bem a sua posição de que: compete ao Estado assegurar um bem tão essencial como é a saúde e nunca compactuará com medidas que levem a Câmara Municipal na falha de obrigação do mesmo, a subsidiar(como foi proposto pelo PSD perante o silêncio do PS)o serviço de urgências.

No comunicado emitido e enviado á comunicação social pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso,através do presidente social-democrata,Manuel Batista, após reunião com o provedor da SCMPL ,e que de acordo com o mesmo comunicado “a câmara está disponível para participar "numa solução global", conjuntamente com a Santa Casa e a ARSN, "para resolver o problema das populações"

Parece-nos que esta “solução global” equacionada ,não será mais do que uma proposta de um acordo tripartido (Santa Casa, Estado e Autarquia) que não faz sentido na opinião do PCP. Os Orçamentos de Estado são feitos anualmente e devem incluir gastos com a saúde, tendencialmente gratuita e universal através da captação de receitas. Por seu lado e no actual modo de funcionamento, não são incluídas verbas para a saúde nos orçamentos camarários, razão pela qual não encontramos justificações válidas para que a Autarquia se envolva em mais esta despesa. Parece ser esta a solução menos prejudicial para as populações da Póvoa, comparativamente com a solução do utilizador - pagador, mas na opinião do PCP é a solução “fácil” e desresponsabilizadora do Governo. Este assumiu funções e deve assumir responsabilidades.

Assim, e como já foi tornado público em 16 de Maio de 2007, o PCP defende a manutenção incondicional das Urgências na Póvoa de Lanhoso, e reforça hoje, a ideia de que colaborará activamente na luta pela manutenção e melhoria das condições dos actuais protocolos com o Estado (Ministério da Saúde). O que faltou dizer é que esta deva ser a única forma de manter o dito serviço em funcionamento.

Crê o PCP, que os Povoenses têm uma palavra a dizer no decorrer deste processo,chegou a hora de nos organizarmos e paticiparmos activamente na luta pela defesa e manutenção deste serviço, criando para o efeito uma comissão de utentes, porque os nossos direitos estão a ser postos em causa!

Só com a Luta alcançamos objectivos!

domingo, 23 de março de 2008

28 Março-Dia Nacional da Juventude-dia de Luta


Talvez muitos jovens se perguntem qual a razão da existência do dia nacional da juventude. Muitos jovens até perguntam porque na verdade, muitos nunca ouviram falar do significado histórico que este dia tem para os jovens portugueses.Foi a 28 de Março de 1947, que milhares de jovens portugueses se juntarem em S. Pedro de Moel num acampamento organizado pelo MUD Juvenil. Este Jovens só exigiam um país livre e democrático, mas como resposta tiveram a repressão de um estado fascista.A partir desta data, este dia ficou como marco importante na história da juventude em Portugal, e por isso é que nas comemorações do dia 28 de Março de 2008, se voltarão a juntar em Lisboa milhares e mais milhares de jovens, lutando por uma sociedade mais justa, contra a precariedade no emprego, contra os baixos salários, contra as políticas nefastas de um governo PS, que pratica políticas de direita.Se és jovem, e queres uma vida e um futuro melhor, junta-te a esta manifestação nacional, organizada pela Interjovem da CGTP.A luta é o caminho