quinta-feira, 18 de março de 2010

PSD – O Congresso «faz de conta»

O PSD fez o seu 32.º Congresso - o 33.º é daqui a um mês(!) - foi um «faz de conta» para decidir coisa nenhuma. Para além das questões estatutárias, também elas um «faz de conta» (mas que importa reter), foi a encenação dos diversos comícios do «combate dos chefes» pela liderança, que se vai «jogar nas primárias» do fim do mês. Resumindo - sound bytes e mercado de clientelas, barões e interesses.


No Congresso houve um «faz de conta» do «debate de ideias» suscitado na convocatória. Nada de substancial na resposta às grandes questões económicas e sociais ou da qualidade da democracia; no fundo, a real impossibilidade do PSD fazer propostas diversas das medidas do Governo PS e a evidência da «convergência estratégica» dos partidos das políticas de direita na desgraçada situação do país e nas orientações dos grandes interesses e da concentração da riqueza.

Discutiu-se o «timing da chegada ao poder» e foi nesse quadro que se colocou o «problema central» deste Congresso o da imagem/mensagem do próximo «líder» - qual dos putativos candidatos melhor «faz de conta» que está em condições de conduzir o PSD ao governo?

Os candidatos alinharam os seus «faz de conta» – «intransigência negocial», ou «consenso de mediação presidencial» com Sócrates? Mais ou menos foguetório mediático na inevitável aprovação do PEC, conforme encomenda das agências formais (BCE, OCDE) e informais (de rating) do capital financeiro internacional? Continuar a «oposição» ao PS/Sócrates nas questões da «face oculta» e do «assalto à TVI», para esconder o acordo no essencial, ou, uma vez conseguida a aprovação do OE e do PEC por esta direcção do PSD, jogar a cartada populista contra os seus efeitos, com a exigência de acelerar a exploração e o saque do que resta da riqueza e soberania nacional?

Os grandes interesses e o PR Cavaco Silva já clarificaram a agenda – fazer andar as políticas de direita e tratar das presidenciais, sem sobressaltos -, e a matéria foi explicada ao Congresso. Não sobrou muito espaço para o «faz de conta» duma «janela de oportunidade» eleitoral para o PSD chegar ao governo, e ao respectivo banquete clientelar, antes do Verão de 2011.

Este Congresso do PSD foi um irremediável «faz de conta», à espera que o capital um dia decida que o PS secou, para então assumir o turno no governo da continuidade da política de direita.

Mas … «cuidado que pode o povo querer um mundo novo a sério»!

quarta-feira, 10 de março de 2010

AS MESMAS RECEITAS...OS MESMOS RESULTADOS

Como afirmou Jerónimo de Sousa, este Plano de Estabilização e Crescimento vai trazer mais instabilidade e retrocesso.

"Ninguém acredita que no espaço de três anos, que até 2013, seja possível reduzir o défice das contas públicas para três por cento. Não há nem lógica, nem racionalidade, nem possibilidade, num quadro em que se respeite minimamente os interesses de quem trabalha, de quem vive da sua reforma, quem vive do seu pequeno negócio, não há possibilidades objectivas e reais para uma redução tão drástica"

http://tsf.sapo.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1514160

O governo pretende aplicar a mesma política do(s) governo(s) anterior(es): mais privatizações (TAP, CTT, EDP, GALP, REN, Companhias de Seguros da CGD, etc.) e mais sacrifícios para os trabalhadores e o povo, com uma ou outra medida pontual para disfarçar.

EM SUMA

segunda-feira, 8 de março de 2010

8 de MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Foi em 1857, em Nova York, que as costureiras, operárias do têxtil em luta, fizeram greve contra um horário de trabalho de 16 horas e a enorme discriminação salarial, luta que foi violentamente reprimida. E foi em 1910 que Clara Zetkin propôs que este dia 8 de Março passasse a ser o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, efeméride que acabou por ser também adoptada, em 1977, pela ONU, como Dia das Nações Unidas pelos Direitos das Mulheres e pela Paz Internacional.

sábado, 6 de março de 2010

89 ANOS DE HISTÓRIA E LUTAS



89 anos de luta, toda uma vida inteiramente dedicada às grandes causas dos trabalhadores: aos valores da liberdade, da democracia, da justiça social e da Paz!


sexta-feira, 5 de março de 2010

LUTAS CRESCEM E CONVERGEM

Greve da Administração Pública com «adesão elevadíssima»

«foi manifesta a intenção de continuar a lutar e a resistir para travar o prejuízo causado pelas políticas de direita do Governo minoritário do PS»