quinta-feira, 12 de agosto de 2010

TEMOS DE SER TODOS (e mais um)- PARA REFLECTIR

Como meio de divulgação que pensamos ser este espaço, acedemos ao pedido de um membro da Comissão de utentes pela defesa do Direito à Saúde na Póvoa de Lanhoso e publicamos aqui na integra a sua menssagem.(o título é nosso)

"Gostava de relembrar que esta luta por uma Saúde de Qualidade é de grande importância para todos os Povoenses e não só. Daí que deveríamos estar todos unidos a defender esta causa mais do que justa em vez de criticarmos e desmobilizarmos as pessoas que se encontram nesta luta. Como já referi esta luta é de todos em vez de porem entraves venham mas é ajudar a colocar faixas, cartazes entre outras coisas porque o que estiverem a fazer estão a faze-lo por vocês, pela vossa família, pelas crianças e idosos deste concelho e especialmente pelos mais necessitados. É nossa obrigação defender os nossos direitos e os dos mais necessitados (a isto chama-se responsabilidade social). A saúde é um direito estipulado no art. 64 da Constituição da República Portuguesa, e como todos sabemos não há lei nem vontade que esteja acima deste documento. Nenhuma lei ou decisão do Governo pode ser inconstitucional mas é isso que tem vindo a acontecer. Segundo o que li neste mesmo documento interpreto que a saúde portuguesa deve ser uma saúde de qualidade, para além disso deve estar próximo de todos os cidadãos e ter recursos e meios suficientes para prestar um serviço de qualidade. É ainda de acrescentar que a Constituição também é bem clara ao dizer ao dizer que a saúde deve ser tendencialmente gratuita tendo em atenção a condição económica e social de cada cidadão. Ao encerrar a urgências da Póvoa de Lanhoso então nos a retirar um dos mais importantes direitos. Ao sermos enviados para o Hospital de São Marcos (Hospital Distrital) estamos a prolongar o tempo médio de espera destas urgências que recebem doentes de caris gravíssimos e de todos os concelhos do distrito. Posso contar várias experiências de idas a urgência a Braga mas vou contar a que eu acho mais significativa, ou seja, num belo domingo, estava a falar com uma vizinha, de oitenta e quatro anos que se sentiu mal. Chamamos o INEM, isto era onze horas da manha, que avaliou a senhora e achou melhor levar a idosa ao hospital. Lá vamos nós para braga e a minha vizinha dá entrada no Hospital de São Marcos ao meio dia menos cinco; passando dez minutos é chamada para a triagem (e pensamos nós (eu e a minha mãe) olha até foi rápido as coisas em Portugal estão a melhorar, infelizmente era uma ilusão nossa, um oásis no deserto); lembram-se a senhora tem oitenta e quatro anos, é diabética e entrou para a triagem ao meio dia menos cinco e só foi atendida às três horas da tarde; o filme ainda não acabou, vai fazer analises e o resultado só chegou às cinco e dez. A nossa idosa diabética a essa hora ainda não tinha comido nem tinha sido posta a soro. Mas vocês podem estar a pensar se calhar a patologia da minha vizinha não era nada de grave (se não fosse nada de grave a senhora não ia passar o seu tempo para o hospital e também não acho que os bombeiros do INEM soubesse que era uma coisa sem gravidade envia-se a senhora para o hospital); tenham calma eu conto, o médico que assistiu a senhora ao ver as analises disse esta senhora tem de ser operada de urgência, ela já devia estar na sala das urgências (agora percebo porque é que damos importância ao factor tempo, já a sabedoria popular diz mais vale um minuto na vida do que a vida num minuto). Mas como esta há muitas mais tristes histórias devido ao encerramento de urgências que por sua vez resulta numa saturação dos hospitais distritais. Também concordo plenamente com as palavras de D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, quando diz que é preciso ultrapassar o capitalismo neoliberal para combater as desigualdades gritantes e realidades dramáticas que afectam os mais desfavorecidos e que o rendimento de inserção social é uma ajuda fundamental para muitos ultrapassarem a sua pobreza profunda. E que infelizmente não são tão poucos.




A SAUDE É UM DIREITO SEM ELA NADA FEITO!

DIA 13/8, AS 21 HORAS, NO LARGO DA CAMARA MUNICIPAL, VAMOS DEFENDER A NOSSA SAÚDE!

DIVULGEM A INICIATIVA E APAREÇAM, NÃO TENHAM MEDO DE DEFENDEREM OS VOSSOS DIREITOS!

(Consultei a Constituição da República no site oficial do Tribunal Constitucional que está acessível a qualquer cidadão - http://w3b.tribunalconstitucional.pt/tc/crp.html e as palavras de D. Carlos, Bispo Auxiliar de Lisboa

Cláudia Machada da Comissão de Utentes não partidaria "

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Quando nos querem tirar algo......

«O Direito à Saúde é universalmente considerado um Direito fundamental da Humanidade. A fruição de um grau mais elevado de Saúde por parte de todos os cidadãos é um objectivo social importantíssimo cuja plena realização é sinal de uma sociedade desenvolvida e condição do seu progresso e prosperidade.»



Quando nos querem tirar algo, como é o caso das urgências, das duas uma, ou ficamos aquietados e cedemos a quem nos quer "roubar"ou então lutamos intransigentemente pela defesa daquilo que é nosso por direito.


Notamos, tal como seria de esperar em relação a esta matéria, um grande alheamento dos partidos com assento na Assembleia Municipal, PSD, PS e CDS (talvez pela defesa dos seus interesses… quiçá?), nós por cá, optamos pela segunda via, com todos os sabores e dissabores que daí advenham, lutar por aquilo que é nosso por direito!


Contrariamente ao que se diz por aí, não é o PCP que “movimenta as tropas”, mas sim gente de bem, à qual naturalmente o PCP se alia, que zela pela sua terra e por ela está disposta a ir até às ultimas consequências.


Posto isto, a Comissão de Concelhia do PCP da Póvoa de Lanhoso solidariza-se, mais uma vez, com a Comissão de Utentes pela defesa do direito à saúde na Póvoa de Lanhoso e apela desde já, à participação em massa de toda a população naquela que vai ,certamente, ser a maior manifestação de todos os tempos na Póvoa de Lanhoso, a ocorrer já no próximo dia 13 de Agosto pelas 21 horas nos paços do concelho.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Deputado do PCP -Agostinho Lopes reune com Comissão de Utentes pela defesa da saúde na Póvoa de Lanhoso




No seguimento da cessação do protocolo que garantia o funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Hospital António Lopes da Póvoa de Lanhoso durante os fins-de-semana, "pontes" e feriados - facto que levou o deputado Agostinho Lopes a apresentar uma pergunta ao governo a 17 de Junho – este deputado do PCP encontrou-se, no dia 28 de Julho, com a Comissão de Utentes pela Defesa do direito à saúde na Póvoa de Lanhoso, procurando acompanhar as suas reclamações e ajudar na definição de uma solução que permita o acesso da população a um serviço de urgências de qualidade e permanente.



Agostinho Lopes sublinhou o facto de o governo não ter dado ainda resposta à pergunta acima mencionada, revelando um silêncio absoluto em relação a este assunto, que ganha proporções de maior preocupação quando se sabe que a 10 de Novembro encerrará também o atendimento no período nocturno.


O deputado do PCP manifestou ainda a sua inteira disponibilidade e o seu apoio à luta da população Povoense, solidarizando-se desde logo com a concentração agendada para o próximo dia 13 de Agosto.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Freeport , tudo bons rapazes


Finalmente acabou a investigação. O ministério público chegou à peregrina conclusão que terá havido corruptores sem que houvesse corrompidos. Sem dúvida que é o momento de dar os parabéns a Cândida Almeida e a  Deus Nosso Senhor

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU

Apesar de existir quem queira ver os números de uma forma positiva, ainda que ligeira do estado Geral da Nação a verdade é outra, Portugal vive uma crise social e económica gravíssima, reflectindo uma sociedade cada vez mais injusta.
O desemprego atinge proporções dramáticas, bastando fazer o simples exercício de contabilizarmos no círculo familiar ou de amigos próximos, quantos desempregados existem, numa ronda rápida, identificamos uns quantos, identificamos ainda os que trabalham sem qualquer vínculo ou regalia e não deixamos de nos assustar com o futuro dos nossos filhos que vemos ainda de um tom mais escuro que o actual se seguirmos este caminho, mas nem precisamos de fazer tal reflexão, os números oficiais, que não contabilizam quem procura o primeiro emprego, quem se viu obrigado a constituir-se como empresário apenas e só para continuar a trabalhar no fantástico esquema dos “recibos verdes” ou quem está a fazer um curso formação profissional no âmbito da procura de emprego, os números oficiais assumem o número galopante de desempregados no País, como se tal não bastasse, até o Verão que costuma ser uma espécie de tábua de salvação, principalmente na Industria do Turismo e da Restauração, salvou menos este ano.
Como se nada disso bastasse continuamos a receber noticias de mais despedimentos colectivos em mais empresas que vão fechar, o corte nos apoios sociais, os baixos salários, o aumento de impostos, as pensões no limiar da miséria, o atraso no pagamento de subsídios de desemprego, a criação de portagens em vias estrategicamente construídas sem custos para o utilizador (SCUTS), o fecho de serviços de saúde públicos, o fecho de escolas e a imposição de mega agrupamentos escolares contra parecer de Autarquias, Professores e Associações de Pais, a ineficácia da Justiça, uma bola de neve gigantesca que ameaça apenas e só os mais desfavorecidos.
Paralelamente foram efectuados novos enquadramentos fiscais para o sector bancário que permitem não só o encaixe de mais de 5 mil milhões de Euros de dinheiro público “dado” em 2009, como a redução em cerca de quarenta por cento nos impostos pagos ao estado pela banca, que curiosamente arrecadou mais de 5 milhões de euros de lucro por dia em 2009.

O Estado da Nação é assim preocupante, começa a ser claro que a recuperação económica e social não pode continuar a ter como base o “aperto do cinto” dos mais pobres, talvez seja melhor apertar outros cintos?